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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Dez vantagens do 'Ensino Religioso' baseado no modelo da 'Ciência da Religião'



O ensino religioso baseado no modelo de Ciência da Religião oferece diversas vantagens, proporcionando uma abordagem acadêmica e imparcial sobre as religiões e sua influência na sociedade.




Aqui estão dez vantagens do Ensino Religioso baseado no modelo da Ciência da Religião:


1. Abordagem científica: O ensino religioso baseado na Ciência da Religião utiliza métodos científicos para investigar e compreender as diversas tradições religiosas, suas origens históricas, crenças, práticas e rituais.

2. Neutralidade e imparcialidade: O modelo de Ciência da Religião busca ser neutro e imparcial ao tratar das diferentes religiões, evitando favorecer ou criticar qualquer uma delas. Isso contribui para um ambiente de aprendizado mais inclusivo e respeitoso.

3. Enfoque multidisciplinar: A Ciência da Religião integra conhecimentos de diversas áreas, como antropologia, história, sociologia, filosofia e psicologia, permitindo uma compreensão mais abrangente das religiões.

4. Estímulo ao pensamento crítico: Ao estudar as religiões sob uma perspectiva científica, os alunos são incentivados a questionar, analisar e avaliar as informações, desenvolvendo habilidades de pensamento crítico.

5. Fomento à tolerância religiosa: Ao apresentar diferentes religiões de forma objetiva, o ensino religioso baseado na Ciência da Religião promove a tolerância e o respeito à diversidade religiosa, contribuindo para a redução de preconceitos e discriminações.

6. Compreensão da cultura e história: Estudar as religiões auxilia na compreensão das culturas e histórias de diferentes sociedades, visto que a religião desempenhou um papel fundamental na formação de muitas civilizações.

7. Análise de tendências religiosas: A Ciência da Religião acompanha as mudanças e tendências nas práticas e crenças religiosas, fornecendo insights relevantes sobre a dinâmica e evolução das religiões ao longo do tempo.

8. Contribuição para a educação intercultural: Ao conhecer e compreender as religiões de diversas culturas, os alunos desenvolvem uma mentalidade mais aberta e intercultural, o que é fundamental em uma sociedade globalizada.

9. Incentivo à liberdade religiosa: O ensino religioso baseado na Ciência da Religião promove a liberdade de crença, permitindo que os estudantes conheçam diferentes perspectivas religiosas e façam escolhas informadas sobre suas próprias convicções.

10. Reflexão sobre questões éticas e morais: Ao explorar as doutrinas e valores das religiões, os alunos são incentivados a refletir sobre questões éticas e morais, desenvolvendo uma consciência crítica em relação ao comportamento humano e suas motivações.

 

Em resumo, o ensino religioso baseado no modelo de Ciência da Religião oferece uma perspectiva acadêmica e enriquecedora sobre as religiões, promovendo a compreensão mútua, o respeito à diversidade e o desenvolvimento pessoal dos alunos.


quinta-feira, 20 de julho de 2023

DEZ SAÍDAS PARA O CIENTISTA DA RELIGIÃO


O "Cientista da Religião" é um profissional com formação em Ciência da Religião e habilidades multidisciplinares, capacitado para explorar, analisar e interpretar as complexidades das religiões no contexto humano.


Com uma variedade de oportunidades em diferentes campos, o cientista da religião pode escolher entre diversas saídas profissionais.


Abaixo estão listadas Dez possibilidades de carreira para o Cientista da Religião: 


1. Academia: A carreira acadêmica é uma das opções mais comuns para o Cientista da Religião. Ele pode se tornar um professor, pesquisador ou palestrante em universidades e instituições de ensino superior, contribuindo para a formação de novos profissionais e avançando o conhecimento nessa área.

2. Pesquisador independente: O Cientista da Religião pode seguir uma carreira como pesquisador independente, conduzindo estudos e projetos de pesquisa sobre temas religiosos específicos. Essa abordagem permite liberdade para investigar áreas de interesse pessoal em profundidade.

3. Consultor em assuntos religiosos: Com seu conhecimento abrangente sobre religiões, o Cientista da Religião pode atuar como consultor para organizações governamentais, empresas e ONGs que lidam com questões religiosas, promovendo uma melhor compreensão intercultural e inter-religiosa.

4. Assessor religioso: Algumas instituições, como hospitais, prisões ou forças armadas, podem empregar Cientistas da Religião como assessores religiosos. Nessa função, eles oferecem suporte espiritual e aconselhamento para pacientes, detentos e membros das forças armadas.

5. Jornalismo e mídia: O Cientista da Religião pode trabalhar como jornalista especializado em assuntos religiosos, escrevendo artigos, reportagens e análises para veículos de comunicação. Também pode ser convidado como especialista para programas de rádio, TV e podcasts que discutem temas religiosos.

6. Gestão de patrimônio religioso: O patrimônio religioso é uma área importante em várias culturas. O Cientista da Religião pode se envolver na gestão e preservação de locais sagrados, museus e centros de peregrinação, contribuindo para a valorização e compreensão da história religiosa.

7. Mediação e diálogo inter-religioso: Com suas habilidades de comunicação e compreensão das diferentes religiões, o Cientista da Religião pode trabalhar como mediador em diálogos inter-religiosos, promovendo a tolerância, o respeito e a cooperação entre diferentes tradições.

8. Escritor e autor: Muitos Cientistas da Religião se dedicam à escrita de livros, ensaios e artigos acadêmicos ou de divulgação, compartilhando suas pesquisas e ideias com o público em geral ou com colegas acadêmicos.

9. ONGs e organizações humanitárias: Organizações não governamentais que atuam em áreas afetadas por questões religiosas podem empregar Cientistas da Religião para ajudar a entender as dinâmicas religiosas locais e facilitar ações humanitárias sensíveis a essas questões.

10. Políticas públicas e diplomacia: Em âmbito governamental, o Cientista da Religião pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas que abordem questões religiosas, bem como desempenhar um papel em missões diplomáticas, facilitando o diálogo com outras nações sobre temas religiosos.

 

Essas são apenas algumas das saídas profissionais possíveis para o cientista da religião. Com sua formação interdisciplinar e conhecimentos sobre as religiões, ele pode contribuir significativamente em várias áreas, buscando promover a compreensão mútua, a diversidade cultural e a coexistência pacífica.

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Profissão Cientista da Religião: salário e carreira na área de Ciência da Religião:  CLIQUE AQUI 



DEZ CURIOSIDADES SOBRE A "CIÊNCIA DA RELIGIÃO"

 


A disciplina "Ciência da Religião" é um campo de estudo interdisciplinar que se dedica a investigar e analisar as diversas manifestações religiosas presentes na sociedade. Ela busca compreender as crenças, práticas e significados atribuídos às religiões ao longo do tempo e em diferentes culturas. 


Nesse contexto, existem muitas curiosidades interessantes sobre essa área fascinante. Aqui estão 10 delas:


1. Origens históricas: A Ciência da Religião tem suas raízes no século XIX, quando começou a emergir como uma disciplina acadêmica nos círculos universitários europeus. Seu desenvolvimento foi influenciado por diversas correntes do pensamento, incluindo o evolucionismo, o positivismo e o historicismo.

2. Abordagem interdisciplinar: Como campo interdisciplinar, a Ciência da Religião integra conceitos e métodos de áreas como antropologia, sociologia, história, filosofia, psicologia, estudos literários e teologia. Essa abordagem holística permite uma compreensão mais profunda e ampla das religiões.

3. Objetividade acadêmica: Ao estudar religiões, os pesquisadores da Ciência da Religião buscam uma postura neutra e objetiva. Eles não estão preocupados em validar ou invalidar crenças religiosas, mas sim em analisar as práticas, rituais, símbolos e doutrinas sob uma perspectiva acadêmica.

4. Fenomenologia religiosa: Uma abordagem comum na Ciência da Religião é a fenomenologia religiosa (muito criticada), que procura descrever as experiências religiosas tal como são vivenciadas pelos adeptos, sem fazer juízos de valor. Isso permite compreender as diferentes formas de religiosidade em sua diversidade cultural.

5. Teorias da secularização: Outra vertente importante de estudo é a análise da secularização e da secularidade na sociedade moderna. A Ciência da Religião explora como as religiões se adaptam ou mudam ao enfrentar o contexto secularizado em muitas partes do mundo.

6. Religiões comparadas: A disciplina da Ciência da Religião oferece uma perspectiva comparativa, possibilitando a compreensão das semelhanças e diferenças entre as religiões do mundo. Isso leva a insights sobre temas universais, como a busca do sentido da vida e a transcendência.

7. Diálogo inter-religioso: Com base no conhecimento adquirido, a Ciência da Religião desempenha um papel relevante no fomento ao diálogo inter-religioso, promovendo a compreensão mútua entre diferentes tradições religiosas.

8. Religião e política: O estudo da relação entre religião e política é uma área de interesse crescente na Ciência da Religião. Isso inclui a análise do papel desempenhado pelas religiões nas questões políticas, nos movimentos sociais e na formação de identidades nacionais.

9. Fundamentalismo religioso: A Ciência da Religião também investiga os fenômenos do fundamentalismo religioso e do fanatismo, analisando as causas e as consequências desse tipo de comportamento.

10. Religiosidade contemporânea: Com o avanço da globalização e das tecnologias de comunicação, a Ciência da Religião se dedica a compreender as transformações da religiosidade contemporânea, como novos movimentos religiosos, espiritualidades alternativas e a influência da internet na disseminação de crenças.

 

Em resumo, a Ciência da Religião é uma disciplina que proporciona uma perspectiva valiosa sobre as religiões e seu impacto na sociedade, possibilitando o entendimento dos fenômenos religiosos sob uma luz acadêmica, respeitando a diversidade e promovendo a coexistência pacífica entre diferentes tradições de fé.


Estado Laico e Estado Ateu: Compreendendo suas Diferenças

 


Os termos "Estado laico" e "Estado ateu" referem-se a conceitos distintos relacionados à relação entre religião e governo em uma sociedade. 

Ambos os modelos têm como objetivo garantir a liberdade religiosa, mas suas abordagens para alcançar esse objetivo são diferentes. 


Vamos explorar as principais características e diferenças entre um Estado laico e um Estado ateu:


Estado Laico:

Um Estado laico é aquele em que as instituições governamentais são oficialmente separadas de qualquer organização religiosa. Nesse modelo, o governo não adota nenhuma religião específica como oficial ou dominante e não promove nenhuma crença religiosa em particular. Em vez disso, busca-se garantir a liberdade religiosa para todos os cidadãos, permitindo que cada indivíduo tenha suas próprias crenças e pratique sua fé sem interferência estatal.

 

Principais características de um Estado laico:

Separação entre Igreja e Estado: A religião não tem papel oficial no governo, e o Estado não influencia a prática religiosa.

Neutralidade Religiosa: O Estado não favorece nem discrimina qualquer religião, tratando todos os cidadãos com igualdade, independentemente de suas crenças.

Liberdade Religiosa: Garante-se aos cidadãos o direito de seguir sua própria religião ou de não seguir nenhuma.

Espaço Público Plural: As instituições públicas e as políticas governamentais não são baseadas em doutrinas religiosas específicas.


Estado Ateu:

Um Estado ateu, por outro lado, é aquele em que o governo expressamente nega a existência de qualquer entidade divina ou divindade e proíbe a prática religiosa de seus cidadãos. Nesse modelo, a religião é vista como uma crença sem fundamento e é suprimida pelo Estado. 

Essa abordagem é muito mais rara na prática, já que a maioria dos países modernos adota o princípio do Estado laico.


Principais características de um Estado ateu:

Negativa da Religião: O Estado afirma que não há existência de qualquer deus ou ser divino, negando assim qualquer crença religiosa.

Proibição da Prática Religiosa: A religião é suprimida e proibida pelo governo, o que pode levar a restrições severas à liberdade religiosa dos cidadãos.

Ateísmo como Ideologia Oficial: O ateísmo é promovido e aceito como a ideologia oficial do Estado.

 

Diferenças entre Estado Laico e Estado Ateu:

A principal diferença entre um Estado laico e um Estado ateu reside no tratamento da religião pelo governo. Enquanto o Estado laico busca proteger a liberdade religiosa e separar as instituições governamentais das questões religiosas, o Estado ateu nega e proíbe a religião, considerando-a como uma crença inválida ou perigosa.

Embora ambos os modelos possam ter como objetivo garantir a liberdade de consciência, a abordagem do Estado laico é amplamente adotada em muitos países como uma forma de garantir a diversidade religiosa e a coexistência pacífica entre diferentes crenças, respeitando a liberdade de escolha individual. O Estado ateu, por sua vez, é menos comum e pode gerar tensões e conflitos, já que restringe a liberdade religiosa e viola o direito das pessoas de expressar suas crenças e valores espirituais.

 

Em suma, o Estado laico busca criar um ambiente em que as diversas crenças possam coexistir harmoniosamente, enquanto o Estado ateu procura eliminar qualquer expressão religiosa, adotando o ateísmo como ideologia oficial.

domingo, 19 de junho de 2022

A VENERAÇÃO DOS "SANTOS" E A FORÇA DOS SIMBOLOS NA SOCIEDADE LAICA

(a propósito de um artigo do meu amigo Padre Antonio Fidalgo)

"Com a Reforma de Calvino e Lutero, as igrejas protestantes aboliram o culto das imagens, virando as costas à Igreja Católica Apostólica Romana. Desde esses tumultuosos anos do século XVI, diversas confissões protestantes foram emergindo. O cristianismo moderno é multiconfessional, com igrejas e seitas evangélicas a prosperarem pelo Brasil e Estados-Unidos da América.

A cruz, símbolo da cristandade, é para os cristãos, sem distinção, o que é o candelabro de sete braços para os judeus, ou o crescente lunar para os muçulmanos. O que diferencia as confissões cristãs é o conhecimento que cada uma reivindica da verdade bíblica conforme a sua própria exegética (no islão ainda é pior, com o Corão).

"A Bíblia proíbe imagens ou estátuas?" - o padre Antonio Fidalgo de Barros dissertou recentemente, na sua página Facebook, sobre este tema controverso da cristandade. E explica: - "Os católicos adoram as imagens dos santos? Claro que não. Eles veneram as imagens dos santos? Claro que sim. Eles adoram a Deus e veneram os santos".

Não me atrevo a meter foice nesta seara. Simples leigo, apenas tento compreender e interpretar o porquê das coisas nesta nossa sociedade laica. Esta é apenas uma achega, e será mera coincidência se parecer como uma "mãozinha" ao Padre Fidalgo, por sinal meu amigo.

Dito isto, pergunto: os católicos veneram realmente as imagens dos santos? Ou veneram os seus santos através delas? Ora, Padre Fidalgo faz uma nítida distinção entre "adorar" (a Deus)" e "venerar" (os santos), e eu vislumbro aqui uma subtileza: venerar uma imagem e venerar o que ela representa, não sei se é exatamente a mesma coisa! O "bezerro de ouro" do Antigo Testamento (Êxodo 32.1 – 6) não é a mesma coisa que a imagem de S. António, como objecto de culto! Quero crer que as estátuas não encarnam os "santos", antes os representam - e que é a este título que se compreende o louvor ou "veneração".

Então, "idolatria" ou simbologia? Pensando bem, a sacralização de ícones e símbolos existe igualmente na sociedade secular, ou seja fora das igrejas e templos. Todas as nações "veneram", por assim dizer, os seus símbolos fundadores. Uma bandeira é um pedaço de tecido, mas ninguém vê mal em mostrar reverência à sua bandeira, que os eleitos se inclinem perante ela, que a tropa lhe faça a continência! Porque aquele pedaço de pano simboliza a pátria, e à pátria devemos respeito. Entoamos de pé o hino nacional porque não é uma toada qualquer - é a voz da nação nos momentos solenes e nas competições internacionais! Qualquer caboverdeano se comove ao ver desfraldada a nossa bandeira lá fora; ao ouvir os nossos briosos "Tubarões Azuis" entoar o hino de Cabo Verde com a mão no peito.

É assim: os católicos louvam os seus "santos" como os cidadãos comuns reverenciam a bandeira. Em ambos os casos, estamos perante representações subliminares que transcendem simples objectos de pano ou de barro.

Mais um exemplo? O dinheiro - para os gananciosos, o mais "venerado" de todos os símbolos! A atração pelo dinheiro (que em demasia é cupidez) não o é pelos pedaços de papel ou de metal que circulam de mão em mão, mas sim pela riqueza, poder ou prosperidade que representam. Quando uma moeda ou nota bancária é retirada de circulação, já não interessa a ninguém, a não ser a algum coleccionador.

Icones e os símbolos só valem, pois, por aquilo que representam: um pedaço de pano representa uma nação, um pedaço de papel representa riqueza, uma estátua representa um herói... ou um santo!

Enfim - política, futebol e religião, cada um sabe de si... mas a tradição tem a pele dura: neste mês das festas juninas, o povo acredita que do alto dos seus andores, três santos nos contemplam!"


Mantenhas da terra-mãe, 19 de junho 2022

FONTE: FACEBOOK - DAVID LEITE - Mindelo Cabo Verde

segunda-feira, 25 de abril de 2022

O 'Dom da Graça' – da Teologia à Política




No século V da nossa era, “graça” foi um dos temas mais polêmicos que colocou o ‘Monge Pelágio’ e ‘Santo Agostinho’, em lados opostos.

Pelágio defendia que a ‘graça’ já está no homem de forma ‘suficiente’ de tal modo que bastava fazer bom uso do livre-arbítrio para realizar o bem.

Agostinho defendia que a ‘graça’ presente no homem depois da queda adâmica é ‘insuficiente’. Apenas a ‘graça eficaz’ regenera a vontade corrompida pela queda e possibilita o homem cooperar com Deus.

Os tomistas, defendiam uma posição mediana: Deus concede a todos os homens a ‘graça suficiente’, mas a alguns somente a ‘graça eficaz’ necessária para que a ‘graça suficiente’ produza seus frutos.

Essa polêmica foi retomada na França do séc. XVII entre jansenistas (herdeiros da tradição agostiniana) jesuítas (herdeiros da tradição pelagiana). Em verdade o que estava em jogo era da autossuficiência 'versus' insuficiência humana. A ‘graça’ era uma questão soteriológica (salvação). Em outras palavras, a controvérsia opunha o discurso afirmativo da autonomia humana 'contra' a tendência em desfavor dessa mesma autonomia.

Nesse novo cenário, Blaise Pascal deu um brilho permanente a esses debates teológicos, tendo redigido ‘Os escritos sobre a graça’, uma obra teológica em que manifesta sua aderência à posição jansenista contra o pelagianismo jesuítico.

Da Teologia francesa do século XVII a Política brasileira do séc. XXI, muita coisa mudou. Quem tinha o real poder de conceder a ‘graça’, foi relegado ao segundo Plano. Neste ‘continente’, o falso ‘Messias’ já pode conceder a graça a quem bem entender.

Conclusão: Pelágio 'ganhou' e Santo Agostinho perdeu. O homem 'ganhou' e Deus perdeu.

Caso queira aprofundar mais sobre o tema adquira meu livro: "Paradoxos da Condição Humana".



quarta-feira, 23 de março de 2022

Inscrições abertas para o VII Simpósio Internacional sobre Migração e Religião


 

Estão abertas as inscrições no VII Simpósio Internacional sobre Migração e Religião, cujo tema de 2022 é “Religião e migração na perspectiva da ecologia integral. Um olhar a partir da Pan-Amazônia”. O simpósio ocorre de 6 a 8 de junho na modalidade online.



Confira abaixo as regras completas para submissão de comunicações e envio de textos:

Promoção:

Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião (PUC-SP)
Missão Paz – CEM (Centro de Estudos Migratórios – São Paulo)
SIMI – Scalabrini International Migration Institute (Roma)
Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais (PUC-SP)
Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral, seção Migrações e Refugiados, Vaticano

Comitê científico:

Aldo Skoda (SIMI, Roma), Edin Sued Abumansur (PUCSP), José Carlos Pereira (CEM, São Paulo), Paolo Parise (Missão Paz, São Paulo) e Lúcia Bógus (PUCSP).

Comissão organizadora:

Atilla Kus (PUC-SP), Bernadete A. de M. Marcelino (PUC-SP), Dulce Tourinho Baptista (PUC-SP), Eulálio A. Pereira Figueira (PUC-SP), Fernando Altemeyer Jr. (PUC-SP), Gioacchino Campese (SIMI, Roma), João Décio Passos (PUC-SP), José Carlos Pereira (CEM), Julio Gulin (UC-Chile), Lauro Bocchi (INCAMI), Lúcia Bógus (PUC-SP), Paolo Parise (Missão Paz), Sidney Dornelas (CEMLA-Argentina, Suzana Ramos Coutinho (PUC-SP), Wagner Lopes Sanchez (PUC-SP) e Wellington da Silva Barros (CEM).



PROGRAMAÇÃO:

6 DE JUNHO

09h – Abertura:

Profa. Dra. Carla Reis Longhi (diretora da Faculdade de Ciências Sociais, da PUCSP), Prof. Dr. Fábio Baggio (Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral, seção Migrações e Refugiados, Vaticano), Prof. Dr. Edin Sued Abumansur (PEPG-CRE PUC-SP), Prof. Dr. Paolo Parise (Missão Paz), e Prof. Dr. Aldo Skoda (SIMI, Roma).

09h30 – Evento cultural
10h – Conferência de Abertura: Migração, meio ambiente e religião. Uma perspectiva a partir da Pan-Amazônia
12h – Intervalo

14h – Painel 1: Panorama da migração venezuelana na América Latina Peru e Colômbia

– Trabalhadores transfronteiriços na tríplice fronteira – Profa. Dra. Vanessa Quintero Ríos (Universidade Nacional Aberta e à Distância – Colômbia)
– Realidade dos migrantes na fronteira amazónica entre Perú e Brasil – Carol Jeri Pezo (Responsável pela área social e de direitos humanos de Caritas Madre de Deus – Perú)
– Amazônia peruana – Deborah Delgado Pugley (Departamento de Ciências Sociais – PUC Perú)

15h30 – Intervalo
16h – Conferência: Ecologia integral e migrações
Prof. Dr. Fábio Baggio (Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral, seção Migrações e Refugiados, Vaticano)

7 DE JUNHO

8h10 – Evento Cultural

8h30 – Painel 2: Cone Sul e questão ecológica Chile e Argentina

Ocupação urbana do conurbano de Buenos Aires – século XX – Profa. Dra. Denise Ganza (Universidad de Buenos Aires – UBA)
Movimento Laudato Si’ – Silvia Alonso (Movimento Laudato Si’ – Argentina)
A unidade de vinculação e desenvolvimento comunitário da Universidade Católica – Profa. Maryon Urbina B. (PUC de Chile)
10h – Intervalo
10h30 – Conferência – Desafios internacionais da Pan-Amazônia
Prof. Dr. Virgílio Viana (Fundação Amazônia Sustentável)
12h – Intervalo
14h – Mesas de comunicações

8 DE JUNHO

8h10 – Evento cultural

8h30 – Painel 3: Desafios da ecologia integral para as religiões na Pan-Amazônia

Pentecostalismo – Prof. Dr. Moab César Carvalho Costa (Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão)
Religiões indígenas – Profa. Ms. Jama Wapichana
10h – Intervalo

11h00 – Painel 4: Interdisciplinaridade e intercuturalidade nas pesquisas sobre migração na Amazônia

“Brasivianos”: migrar, rezar e reexistir em trânsitos culturais – Profa. Dra. Geórgia Pereira Lima (Universidade Federal do Acre – UFAC – e PUC-SP).
Haitianos em Manaus: o papel da religião no processo de inserção socioreligiosa – Prof. Dr. Sidney Antonio da Silva (Universidade Federal do Amazonas -UFAM).
Roraima e novos atores nas dinâmicas de acolhimento das instituições religiosas – Prof. Dr. João Carlos Jarochinski Silva – (Universidade Federal de Roraima – UFRR).

12h – Intervalo

13h30 – Painel 5: Depoimentos de migrantes

15h30 – Conferência de encerramento: Prospectivas globais a partir da Pan-Amazônia. O papel das religiões
Prof. Dr. Juan José Tamayo (Universidade Carlos III de Madrid)
16h30 – Encerramento
Prof. Dr. Edin Sued Abumansur (PEPG-CRE PUC-SP), Prof. Dr. Paolo Parise (Missão Paz) e Prof. Dr. Aldo Skoda (SIMI, Roma).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Dia Mundial da Religião: frases e mensagens para homenagens

 


No dia 21 de janeiro, comemora-se o Dia Mundial das Religiões. Acima de tudo, deseja-se que o respeito entre os diversos credos se imponha e que todos os povos possam se amar e cooperar por um mundo melhor. Desta forma, veja essas mensagens e envie para pessoas queridas:

Dia Mundial da Religião

"Cada pessoa tem a sua crença, seja vinda de berço, porque a vida a fez enxergar melhor e/ou porque ela aprendeu que era o melhor, mas seja como for, nós devemos amar e respeitar o próximo acima de tudo, não temos que ter preconceito quando se trata de religião. Pensando nisso, o dia 21 de janeiro comemora o Dia Mundial da Religião!"

"O dia mundial da religião é um dia para demonstrar sua fé e seu respeito por todas as religiões do mundo. Imponha o respeito que todos nós merecemos!"

"A fé move muitas pessoas e faz com que elas acreditem em si e na vida. Por isso, saiba respeitar mais todas as pessoas e as religiões delas, porque é isso que, muitas vezes, nos ajuda a seguir. Vamos comemorar esse Dia Mundial da Religião com muito amor e fé na humanidade!"

"Está na hora de passarmos a compreender melhor as pessoas e o porquê elas acreditam em certas coisas, o Dia Mundial da Religião foi criado exatamente por isso… Vamos comemorá-lo dando voz às pessoas e sabendo que devemos respeitá-las também!"

"No dia 21 de janeiro, não importa se a religião acredita em um Deus (monoteísta) ou em vários deuses e entidades (politeísta), quase todas buscam ter o mesmo objetivo: a paz e o respeito entre os seres, principalmente nos assuntos religiosos."

"Cada pessoa é livre para acreditar no que quer e seguir o que acha ser o melhor para si, não temos o direito de criticar nem querer induzir ninguém! Por isso, ame incondicionalmente e sem julgamentos, ainda mais quando se trata de religião. Hoje, no dia 21 de janeiro, é comemorado o Dia Mundial da Religião, ajude a quebrar todas as barreiras!"

"Precisamos aprender a ter mais tolerância uns com os outros. Muitas vezes, queremos obrigar os outros a crerem no que nós acreditamos ou não, mas isso não é uma atitude boa! Por isso, vamos aproveitar esse Dia Mundial da Religião e respeitar mais todas as pessoas, pois foi por isso que ele foi criado."


FONTE: CLIQUE AQUI

domingo, 19 de setembro de 2021

Filosofia e Religião são inimigas?

 


Não existe consenso generalizado entre os grandes estudiosos sobre a seguinte questão: "RELIGIÃO E FILOSOFIA SÃO INIMIGAS? 

A resposta pode ser sim, ou não, dependendo muito da filiação religiosa ou filosófica de cada um.

Porém, muitos acreditam que uma precisa da outra. 

Por que? 

A resposta é óbvia, pois, uma não existe sem a outra, ou seja, não existe religião sem uma base filosófica nem filosofia sem raízes religiosas. Sendo assim, uma vive da outra e ambas se influenciam dando sustentação mútua.

Os ataques contra a religião do ponto de vista científico ou filosófico são ataques de um ponto de vista religioso adverso. 

A colisão entre ciência natural e religião cristã é, na verdade, entre o instinto da religião natural, fundido na observação natural científica, e o valor da consciência cristã do Universo que garante ao espírito sua preeminência no mundo natural. Esse instinto é o próprio instinto da racionalidade.

Uma tradição puramente racionalista é tão impossível quanto uma tradição puramente religiosa. 

O idealismo crítico de Kant, por exemplo, é de origem religiosa, e para salvar a religião, Kant ultrapassou os limites da razão depois de dissolvê-la, em certo modo, no ceticismo. 

O sistema de antítese, contradições e antinomias sobre a qual Hegel constitui seu idealismo absoluto se origina em Kant e essa raiz é uma raiz irracional.


[Do sentido do trágico da Vida]
Unamuno

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Homem - um enigma ambulante


Na impossibilidade de sabermos alguma coisa com absoluta certeza sobre o que é o Homem, vários pensadores tomaram para si a tarefa de defini-lo, o que não é de todo pacífico, pois, sua natureza é diversa.

O filósofo estoico Epiteto de Hierápolis (c. 50-130 d. C.) enfatizava, sobretudo, a grandeza e a dignidade da natureza humana ignorando assim, suas respetivas misérias...

Para o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546), o homem é um ser corrompido, envenenado e pecaminoso, sua natureza e essência são impuras...

Segundo o fundador da Ciência Política Moderna, Nicolau Maquiavel (1469-1527), o homem é mau por natureza, a menos que precise ser bom...

Ao contrário de Epiteto, o filósofo Michel de Montaigne (1513-1592), apontava a fraqueza, a debilidade e a miséria do homem engajado pela sua imaginação, volúvel e escravo da opinião pública, sujeito às doenças e à morte...

Para o francês Blaise Pascal (1623-1662), "o homem é um ser oco e cheio de lixo". Tomando Epiteto e Montaigne como referências, classifica o homem como um ser paradoxal, ou seja, um amontado de grandezas e misérias. Para ele, o homem não é, pois, senão disfarce, mentira e hipocrisia, quer em si mesmo, quer em relação aos outros. Não quer que se lhe diga a verdade, evita dizê-la aos outros...

Para o filósofo John Locke (1632-1704), o homem nasce como se fosse uma folha em branco e todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência...

Contrariamente a Maquiavel, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), acreditava que homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe...

Para o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), o homem possui a consciência da sua vontade, mas essa vontade é cega, robusta e irracional, que carrega um aleijado que enxerga...

Para o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), o homem é uma corda, atada entre o animal e o super-homem – uma corda sobre o abismo...

Agora é sua vez!

Consegue desvendar esse enigma que é o homem???